Ao todo, 23 unidades do Sesc São Paulo estão envolvidas na realização do
projeto. A programação coordenada pelo Sesc Piracicaba passa por Limeira
(28 de março), Santa Gertrudes (29 de março), Iracemápolis (11 de abril),
Araras (12 de abril), Águas de São Pedro (18 de abril) e Rio Claro (19 de abril)
Entre 21 de março e 26 de abril, o Circuito Sesc de Artes chega à sua 18ª edição e integra as comemorações dos 80 anos do Sesc São Paulo, consolidando-se como a maior edição realizada. Ao longo de seis semanas, 133 municípios da Grande São Paulo, do interior e do litoral receberão 123 atividades artísticas gratuitas divididas em 12 roteiros diferentes, que somam mais de mil sessões em praças e espaços públicos.
Realizado pelo Sesc São Paulo em parceria com Prefeituras Municipais e Sindicatos do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Circuito reafirma seu papel de articular territórios, democratizar o acesso à cultura e promover encontros entre diferentes linguagens e gerações artísticas. Teatro, música, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias compõem uma programação diversa que ocupa o espaço público como lugar de convivência e experiência cultural.
Ao todo, 23 unidades estão envolvidas na realização do projeto. A programação na região atendida pelo Sesc Piracicaba passa por Limeira (28 de março), Santa Gertrudes (29 de março), Iracemápolis (11 de abril), Araras (12 de abril), Águas de São Pedro (18 de abril) e Rio Claro (19 de abril).
Roteiro 5
Iracemápolis (11 de abril), Araras (12 de abril), Águas de São Pedro (18 de abril) e Rio Claro (19 de abril).
Na música, o Baile da Praça, comandado pelo DJ Chakal, transforma o espaço público em pista de dança ao ar livre. Sua discotecagem conecta diferentes gerações e vertentes da Black Music, evocando ícones como Aretha Franklin e James Brown, ao lado de nomes brasileiros como Racionais MC’s, BaianaSystem e Criolo, além de artistas contemporâneos como Kaytranada e Ne-Yo. O repertório percorre estilos como rap, trap, soul, funk, charme, house e R&B, somados a hits com forte presença de ritmos brasileiros.
Já na dança, o Núcleo Pé de Zamba apresenta Cor-Ação, espetáculo de dança contemporânea voltado ao público infantil, mas que dialoga com espectadores de todas as idades. Com música ao vivo, a montagem aborda temas como subjetividade, autoconhecimento e o universo simbólico das cores, em uma cena construída a partir da relação direta entre artistas e plateia e inspirada em manifestações tradicionais brasileiras.
A literatura aparece na mediação Histórias do Nosso Quintal: Palavras d’água, do Núcleo Ferruada. A atividade propõe uma imersão no universo dos quintais — espaços de convivência, brincadeira e imaginação — reunindo narrativas populares sobre caminhos e nascentes das águas, entrelaçadas a jogos e brincadeiras tradicionais.
O circo marca presença com CORP+S, da Troupe Guezá, espetáculo que aposta na força da acrobacia coletiva para provocar encantamento e suspense no público, com saltos, voos e pirâmides humanas. A companhia também conduz a Oficina para todos os Corp+s, que convida pessoas de todas as idades a experimentar movimentos da acrobacia em um ambiente colaborativo de criação e descoberta do corpo.
Roteiro 6
Limeira (28 de março) e Santa Gertrudes (29 de março).
Na dança, a Cia Círculo apresenta Teddy Boys – Plataforma 3/4, intervenção urbana que transforma o espaço público em cena. Com direção de Raul Fernandes, artista com passagem pelo Cirque du Soleil, a montagem mistura humor, música e acrobacias para criar situações inesperadas a partir do encontro entre artistas e espectadores.
A literatura aparece na mediação Rio que conta e canta, do Coletivo Cafuzas, que convida o público para uma pescaria diferente: em vez de peixes, pescam-se livros e histórias. Em um cenário lúdico inspirado nas águas de um rio, a atividade reúne narrativas voltadas à imaginação e à reflexão sobre a preservação da natureza, entrelaçadas a brincadeiras coletivas.
Na música, a DJ Maravilha assume as pick-ups em Altas Frequências, set que percorre diferentes gêneros da música mundial — entre MPB, soul, rap, jazz e dance music — em um diálogo vibrante entre sonoridades afro-brasileiras e referências internacionais. Já o show Balanço Elegante, da Banda Sons de Jorge, celebra a música negra brasileira com releituras contemporâneas de artistas como Sandra Sá, Jorge Benjor, Tim Maia, Criolo, Seu Jorge e Cassiano, convidando o público para dançar ao som de batidas e arranjos pulsantes.
No teatro, o Núcleo Preto de Artes Afro-diaspóricas apresenta Somos Todos Chico Rei, espetáculo infantojuvenil que revisita de forma poética a história de resistência do lendário rei africano escravizado no Brasil. Inspirada nas tradições da Congada e do Reinado, a montagem combina cantos, brincadeiras e movimentos para abordar temas como ancestralidade, memória e liberdade.
As artes visuais aparecem em duas oficinas abertas ao público. Em Confecção de Boi-Bumbá, o Ateliê Passarada convida participantes a criar e personalizar miniaturas do tradicional personagem festivo a partir de diferentes materiais, culminando em uma brincadeira coletiva com cantos e danças. Já a Oficina de máscara Low poly: Animais do Brasil, do Polyheads, propõe a construção de máscaras tridimensionais de papel inspiradas na fauna brasileira, estimulando criatividade, atenção e coordenação motora.
Completando a programação, o cinema marca presença com a intervenção audiovisual 80 Anos de História: Um Sesc pra chamar de seu. A experiência imersiva convida o público a interagir com um curta de animação que revisita a trajetória do Sesc São Paulo e destaca o papel da instituição como uma rede de cultura, educação e convivência construída coletivamente ao longo de oito décadas.
A Mostra de Saberes Regionais também acontece nas cidades de Limeira e Santa Gertrudes reunindo artesãos, coletivos e comunidades tradicionais em uma feira que valoriza o trabalho manual e a geração de renda local. Em Limeira destaque para as obras de Vera Lúcia de Oliveira Souza (bolsas e acessórios em diferentes materiais), Larissa Drago (terrários e paisagismo), Carol Gonçalo (pintura e ilustração em diversas superfícies), Andreza Zagabi (peças em crochê) e José Jerônimo (vasos e peças cerâmicas). Já em Santa Gertrudes será possível conhecer os trabalhos de artistas da feira Mulheres de Fibra, que se tornou referência de empreendedorismo feminino, coletivo cultural e economia criativa.
Literatura, memória e pertencimento
Em 2026, o Sesc São Paulo amplia sua atuação nos territórios com a criação da Mala de Livros, iniciativa que fortalece o acesso à leitura e prolonga a presença do Circuito nos municípios participantes. Ao todo, 23 malas viajantes com cerca de 70 títulos cada circularão por cidades dos diferentes roteiros, permanecendo por aproximadamente três meses em empresas ou instituições parceiras, onde ficarão disponíveis ao público atendido ou a funcionários. A proposta busca estimular encontros entre leitores e futuros leitores e formar uma rede de leitura que se expande pelos territórios. Após a primeira etapa, entre junho e novembro, novas malas serão enviadas para ampliar o alcance da iniciativa.
Credenciamento e Loja Sesc nas praças
Durante o período do Circuito, trabalhadores e trabalhadoras do comércio de bens, serviços e turismo poderão emitir gratuitamente a Credencial Plena do Sesc São Paulo em um ponto físico instalado na própria praça onde acontecem as atividades. A ação facilita o acesso ao credenciamento e reforça a importância da presença do Sesc no território.
Podem se credenciar pessoas com vínculo empregatício em empresas privadas do comércio de bens, serviços e turismo, incluindo empregados com carteira assinada (em atividade ou licença), temporários, jovens aprendizes, estagiários, aposentados e desempregados há até 24 meses. A Credencial Plena garante acesso a uma ampla rede de benefícios nas unidades do Sesc, como valores diferenciados em cursos, espetáculos, atividades esportivas, turismo social e serviços.
Outra novidade desta edição é a presença, pela primeira vez, de lojas físicas no Circuito. O público poderá conhecer a Loja Sesc, já presente em 43 unidades do Sesc São Paulo, agora também integrada à programação do evento que leva um catálogo que reúne livros, CDs, DVDs e produtos exclusivos para o Circuito. O espaço amplia a experiência cultural e estimula a valorização da produção artística brasileira.
Sobre o Sesc
O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública, criada em 1946 por iniciativa do empresariado do setor de comércio de bens, serviços e turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral.
No estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 44 unidades, incluindo centros culturais e esportivos, bem como unidades especializadas. Oferece programações em diversas linguagens artísticas, atividades físico-esportivas e de turismo social, programas de saúde, educação para sustentabilidade, para a diversidade e para acessibilidade, alimentação, programas especiais para crianças, jovens e pessoas idosas, além do Sesc Mesa Brasil – programa institucional de combate à fome e ao desperdício de alimentos.
O Sesc desenvolve, assim, uma ação de educação não formal permanente com o intuito de valorizar as pessoas ao estimular a autonomia, a convivência e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.
Serviço:
Circuito Sesc de Artes 2025
De 21 de março a 26 de abril, sábados e domingos.
Programação completa no site sescsp.org.br/circuitosescdeartes.
Em caso de chuva, verifique no site a alteração de local.
Roteiro 5
Iracemápolis (11 de abril, sábado, das 16h às 20h)
Centro de Lazer do Trabalhador
Araras (12 de abril, domingo, das 16h às 20h)
Praça Barão de Araras
Águas de São Pedro (18 de abril, sábado, das 16h às 20h)
Praça Dr. Otávio de Moura Andrade
Rio Claro (19 de abril, domingo, das 16h às 20h)
Parque Lago Azul
Roteiro 6
Limeira (28 de março, sábado, das 16h às 20h)
Parque Cidade de Limeira
Santa Gertrudes (29 de março, domingo, das 16h às 20h)
Parque Ruy Rafael da Rocha











