A confirmação da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre importação de produtos brasileiros é resultado do empenho do senador Flávio Bolsonaro – pré-candidato do PL à Presidência da República -, de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e de seus aliados para tentarem inviabilizar a economia brasileira em pleno ano eleitoral, num gesto de desespero na tentativa de derrotar o presidente Lula. Esse desespero aumenta na proporção em que pesquisas recentes apontam um crescimento da aprovação do governo federal, da gestão do presidente Lula e de sua pré-candidatura à reeleição.
O povo brasileiro reconhece e valoriza o trabalho do presidente Lula em defesa da soberania nacional, da nossa economia e reconhece seu esforço para abrir novos e importantes mercados para os produtos brasileiros. O projeto de nação que defendemos conjuga desenvolvimento econômico sustentável, distribuição de renda, justiça social e a garantia de democracia e sólidas instituições.
Além de seu papel na imposição da tarifa de 25%, em março de 2026, durante a participação do senador na CPAC (Conservative Political Action Conference), nos Estados Unidos, ele afirmou em discurso que o Brasil é a “solução para os Estados Unidos quebrarem a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras”, sugerindo entregar à exploração estadunidense nossas terras raras (minerais fundamentais ao desenvolvimento tecnológico e militar), retirando do nosso país a possibilidade de desenvolver-se nessa área e acumular divisas. Ele também ofereceu ao governo Trump participação na equipe de transição, na hipótese de vencer as eleições.
Ao mesmo tempo, a relação de Flávio Bolsonaro e do grupo político bolsonarista com o governo de Israel é historicamente muito próxima e sinaliza um alinhamento ideológico que desconsidera a tradicional neutralidade diplomática brasileira. O senador do PL defende ativamente que a embaixada brasileira seja transferida de Tel Aviv para Jerusalém, além do restabelecimento pleno de relações comerciais com o atual governo israelense de Benjamin Netanyahu, com quem ele se reuniu pessoalmente. Lembramos que Netanyahu é responsável pelo genocídio do povo palestino que atualmente ocorre e está no centro do conflito que gerou a guerra entre Estados Unidos e Irã.
No cenário interno, a revelação de uma fotografia onde Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, chefe de uma milícia privada organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, sugere uma ligação ainda mais profunda do senador com os negócios ilegais do banqueiro, responsável por uma fraude bilionária que prejudicou milhões de aposentados e outros cidadãos brasileiros.
Por que nós, brasileiros, deveríamos eleger para governar o país alguém que claramente trabalha contra os interesses nacionais? Por que deveríamos eleger governadores, senadores, deputadas estaduais e federais que se alinham a esse tipo de projeto político? Precisamos, de fato, dar novos e significativos passos no sentido do desenvolvimento e da justiça social, com independência e soberania.
Em São Paulo, devemos, pelo voto, fazer com que nosso estado se integre a este projeto nacional e a eleição é o momento por excelência em que isso poderá ser feito. Temos aqui um governo privatista e autoritário, que não olha para aqueles que mais necessitam de serviços públicos de qualidade. Onde queremos mais saúde e educação, vemos corte de verbas, privatizações e terceirizações. Onde queremos meios de transporte eficientes, acessíveis, com passe livre vemos linhas e empresas públicas sendo extintas ou privatizadas e a proliferação de pedágios free flow, com tarifas exorbitantes, onerando os moradores e encarecendo os fretes e os produtos.
A hora da decisão está chegando e devemos trabalhar para que ela seja a decisão correta para o estado e o país.
Professora Bebel
Deputada Estadual – PT
Primeira Presidenta – licenciada – da APEOESP














