quarta-feira , 7 outubro 2026
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Ceagesp monta estrutura provisória para atender vítimas de incêndio

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

Os trabalhadores e comerciantes que atuavam no pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), destruído por um incêndio entre a noite de 05 de setembro e a madrugada do dia 06, serão realocados em 16 de outubro para uma nova instalação, composta por duas tendas galpão localizadas a uma quadra da estrutura original.

O novo local contará com 4,8 mil metros quadrados (m²), dimensão inferior aos 6 mil m² do espaço anterior, e abrigará novamente os 124 comerciantes em uma área centralizada de atendimento.

São Paulo (SP), 07/10/2026 – Obras no Ceagesp após incêndio. Foto – Paulo Pinto/Agência Brasil

Atualmente, o atendimento ocorre no entorno do pavilhão atingido, sob tendas de lona. As condições são consideradas insalubres devido à exposição térmica e às intempéries, além de a disposição atual prejudicar o tráfego de caminhões e a visibilidade das lojas nos pavilhões vizinhos. O período de maior comercialização de frutas no Ceagesp concentra-se entre os meses de novembro e fevereiro.

A cobrança de taxas pela administração será retomada apenas após a entrega da instalação definitiva. Conforme a comissão de comerciantes, o prejuízo nas vendas atinge aproximadamente 50%.

O pavilhão incendiado figurava entre os mais antigos do complexo, que dispõe de 52 pavilhões. Tratava-se de uma das menores estruturas, mas consolidada como referência comercial devido à presença de comerciantes com mais de quatro décadas de atuação no local, alguns sucessores de familiares estabelecidos desde os anos 1960.

Apesar da redução de espaço, projeta-se a reorganização adequada dos boxes, com a implementação de contêineres refrigerados e ampliação das instalações sanitárias. A estimativa é que os comissionados utilizem a estrutura provisória até setembro de 2027, prazo previsto para a conclusão do novo pavilhão.

“A ideia é a gente construir uma estrutura mais moderna, com o pé direito bem mais alto e mezanino. Estamos estudando um formato para dividir o que é boxe e o que que é área de granel, além de elevar a área de comércio, com uma plataforma, para evitar o risco de perdas em novas inundações. Primeiro, porém, teremos uma discussão do projeto com eles, que são os conhecedores de como funciona tudo no dia a dia”, explicou o Diretor Técnico Operacional do Ceagesp, Luiz Silveira Rangel.

O principal entrave cotidiano refere-se à logística de suprimentos. O projeto arquitetônico dos pavilhões remonta a décadas anteriores, período em que a frota de caminhões utilizava padrões dimensionais inferiores aos atuais, restrição agravada pela retração da área útil.

Como a área dos galpões provisórios funcionava como estacionamento e zona de transbordo, essas operações foram transferidas para um dos bolsões de estacionamento, distanciando os escritórios das zonas de entrega. A previsão aponta para a instalação de um estacionamento provisório na área do pavilhão destruído em dezembro, em paralelo aos trâmites de contratação da nova obra.

Demolição

Os trabalhos de demolição da estrutura remanescente iniciaram-se na semana passada. A execução da retirada de entulhos e a desmontagem dos componentes metálicos possuem cronograma estipulado em 0 dias.

O local apresenta expressivo volume de metal retorcido, compreendendo telhas de zinco e elementos estruturais, visto que a edificação não era constituída de alvenaria. O cenário inclui resíduos de produtos alimentícios ainda em fase de remoção, com predominância de cocos, abacaxis e melancias, principais itens comercializados no MFE-A, além de documentação empresarial, cujo recolhimento ocorre de forma gradual conforme a liberação de segurança das estruturas.

Os escombros e os rejeitos orgânicos passam por triagem para destinação a aterros sanitários ou processos de reciclagem.

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