quinta-feira , 8 outubro 2026
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Dólar volta a R$ 5 impulsionado por cenário externo e ajuste pós-eleitoral

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© Valter Campanato/Agência Brasil

Os mercados financeiros brasileiros passaram por um processo de correção nesta quarta-feira (7), na sequência do movimento expressivo de desvalorização do dólar e valorização acentuada da bolsa verificado após o primeiro turno do pleito eleitoral. A cotação da moeda norte-americana ultrapassou novamente a barreira de R$ 5, enquanto o Ibovespa apresentou retração de 0,74%, fechando a 204 mil pontos.

No cenário internacional, os principais índices acionários registraram perdas, os rendimentos dos Treasuries mantiveram-se em patamares elevados e a cotação do petróleo manteve-se superior a US$ 100 por barril.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,016 (-0,83%);
  • Dólar no ano: queda de 8,62%
  • Ibovespa: 204.302,33 pontos (-0,74%);
  • Ibovespa no mês: alta de 9,64%;
  • Ibovespa no ano: alta de 26,8%.

Dólar acima de R$ 5

A taxa de câmbio à vista encerrou a sessão com valorização de 0,83%, cotada a R$ 5,016, após alcançar o pico de R$ 5,017 nos momentos finais de negociação. No pregão anterior, a divisa havia atingido o menor patamar em quase cinco meses.

Essa dinâmica deteve uma sequência de dois dias de baixa, período em que o dólar acumulou desvalorização de 4,65%. No recorte semanal, o câmbio ainda exibe variação negativa de 3,94%.

Fora do país, o indicador DXY, responsável por mensurar a força do dólar frente a uma cesta composta por seis moedas, avançou 0,36%, situando-se em 102,280, após tocar a máxima de 102,499.

Os agentes econômicos também monitoraram o comportamento da rentabilidade dos títulos públicos norte-americanos. O retorno dos papéis com vencimento em dez anos alcançou 5,36%, patamar mais alto em 24 anos, antes de arrefecer para a faixa de 5,28%.

Taxas de juros elevadas nas economias centrais favorecem a saída de capital de mercados emergentes, a exemplo do Brasil, gerando pressão de alta sobre o câmbio e desvalorização na bolsa de valores.

Bolsa recua

O principal índice da bolsa brasileira encerrou a sessão em baixa de 0,74%, situando-se em 204.302,33 pontos, após oscilar entre o piso de 204.176,12 pontos e o teto de 206.877,47 pontos.

O volume financeiro negociado durante o pregão totalizou R$ 57,2 bilhões, preliminarmente aos ajustes de encerramento.

Com o resultado negativo desta quarta-feira, o indicador interrompeu o ciclo de ganhos verificado na esteira da forte apreciação decorrente do primeiro turno eleitoral. Mesmo assim, o índice acumula ganhos de 9,64% no mês e de 26,8% no acumulado de 2026.

Os mercados acionários dos Estados Unidos também concluíram o dia em território negativo. O S&P 500, que agrega as 500 corporações de maior valor de mercado do país, registrou decréscimo de 0,22%.

Petróleo e Fed

As cotações do petróleo perderam momentum ao longo do período vespertino, contudo o contrato do barril Brent com vencimento para dezembro permaneceu cotado acima de US$ 100. A valorização da commodity também esteve no centro das atenções dos investidores em virtude das novas instabilidades geopolíticas no Oriente Médio.

No âmbito da política monetária norte-americana, os participantes do mercado analisaram as minutas referentes ao encontro de setembro do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), ocasião em que os juros básicos da economia americana foram ajustados para o intervalo de 3,75% a 4%.

O documento evidenciou divergências entre os membros do colegiado quanto aos motivadores para o aperto monetário e colocou a inflação como uma das prioridades centrais da autoridade monetária dos Estados Unidos.

*Com informações da Reuters


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