Levantamento realizado pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino no Estado de São Paulo), mostra que 97,66% desaprovam a gestão do governador Tarcísio de Freitas na área da educação. O levantamento é resultado de enquete realizada pela Apeoesp com mais de 22 mil pessoas, que criticaram as condições de ensino, plataformas digitais, militarização, privatização e fechamento de classes, medidas que tem sido implementada pelo governador ao longo destes mais de três anos na rede estadual de ensino.
A enquete, online, foi realizada entre os dias 17 e 21 de abril, com participação de 22.335 pessoas da comunidade escolar e da sociedade em geral, e revela uma ampla desaprovação à política educacional do governo Tarcísio de Freitas, no Estado de São Paulo. A consulta, promovida pela APEOESP, ouviu professores, estudantes, funcionários, pais, mães e outros cidadãos sobre diferentes aspectos da gestão na área da Educação.
De acordo com os dados, 71,89% dos participantes atribuíram nota zero à condução da Educação no estado. Porém, quando consideradas as notas de zero a cinco, o índice de desaprovação chega a 97,66%. Apenas 1,29% atribuíram nota máxima.
A percepção negativa também aparece na avaliação geral da gestão: para 94,84%, a condução da Educação é considerada ruim ou péssima. Apenas 2,99% classificaram como ótima, boa ou regular, enquanto 0,43% afirmaram não ter opinião.
Já para 95,20% dos que responderam a enquete, a condução da política educacional é autoritária, contra 2,59% que a consideram democrática e participativa. As condições de aprendizagem nas escolas também foram alvo de críticas: 81,75% consideram essas condições péssimas, 5,37% regulares e apenas 0,92% ótimas.
Quando se trata da valorização profissional, 96,09% avaliam que não há reconhecimento aos trabalhadores da Educação. Apenas 2,59% entendem que existe valorização, enquanto 1,31% não souberam responder.
O levantamento também abordou políticas específicas. Para 80,74% dos participantes, o uso de plataformas digitais tem impacto negativo na qualidade do ensino. Apenas 5,11% acreditam que essas ferramentas melhoram o aprendizado, enquanto 12,42% as consideram indiferentes.
A militarização das escolas é rejeitada por 71,84%, enquanto 20,55% se manifestam favoráveis. Já a política de privatização das escolas é rejeitada por 78,23%, contra 16,30% que concordam com essa medida.
Outro ponto destacado nesse levantamento é o impacto do Programa de Ensino Integral (PEI) e do fechamento de classes no período noturno. Para 92,17% dos participantes, essas medidas excluem estudantes que trabalham. Apenas 5,35% avaliam que não há exclusão, enquanto 2,48% não souberam opinar.
O resultado deste levantamento para a deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta licenciada da Apeoesp, reflete uma insatisfação ampla que precisa ser considerada no debate público. “Os números mostram uma percepção muito clara da comunidade escolar sobre os rumos da educação no estado. Professores, estudantes e famílias estão apontando problemas concretos que impactam o cotidiano das escolas”, diz.
Bebel reforça que esse levantamento “não se trata de uma opinião isolada, mas de uma avaliação construída por quem vive a escola no dia a dia. Esses dados precisam ser levados em consideração na formulação de políticas públicas, uma vez que a participação de diferentes segmentos dá peso aos resultados”.
Portanto, a deputada Professora Bebel diz que o levantamento reforça a necessidade de mudanças nas políticas educacionais. “Sem dúvida, quando a maioria expressiva avalia negativamente temas como valorização profissional, condições de ensino e inclusão, isso indica que é preciso abrir diálogo e rever medidas que não estão respondendo às necessidades da rede. Portanto, há um indicativo de que é preciso abrir diálogo e rever medidas que não estão respondendo às necessidades da rede”, destaca a parlamentar, reforçando que a enquete reflete a vivência real de quem constrói a escola pública diariamente.
Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124













