O título do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino da Série A1 será definido no início da noite deste sábado (3). O confronto de volta da grande final entre São Paulo e Corinthians ocorre às 16h30 (horário de Brasília), no estádio do Morumbis, com transmissão ao vivo da TV Brasil.
O Tricolor leva vantagem após vencer o duelo de ida por 2 a 1, de virada, há uma semana, na Neo Química Arena, na capital paulista, em partida também transmitida pela TV Brasil. O resultado representou o primeiro revés da equipe feminina do Timão no estádio após uma sequência de 32 partidas sem derrotas.
Um empate assegura o troféu ao São Paulo. O clube busca uma conquista inédita no formato atual da competição, disputada desde 2013. Anteriormente, as Soberanas faturaram a edição inaugural do chamado “Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino”, chancelado pela CBF — entidade gestora da modalidade —, que ocorreu entre 1997 e 2001. O plantel da época contava com atletas históricas da seleção, a exemplo da zagueira Ju Cabral, da volante Formiga, da meia Sissi e da atacante Kátia Cilene.
Aquele grupo, bicampeão paulista em 1997 e 1999, integrou também a jovem volante Emily. Atualmente conhecida como Emily Lima, ela comanda o Corinthians, adversário tricolor na decisão.
Para faturar o título no tempo regulamentar, as Brabas precisam triunfar por dois ou mais gols de desvantagem no placar. O time alvinegro atingiu essa margem de gols em 13 dos 22 resultados positivos obtidos na temporada, dos quais quatro ocorreram fora de seus domínios. Caso vencem por margem mínima e igualem o escore agregado, a definição do campeão ocorrerá por meio de cobranças de penalidades.
Esta é a décima presença consecutiva do Corinthians na decisão do Brasileirão Feminino, embora seja a primeira ocasião em que disputará o segundo compromisso como visitante. Para assegurar a oitava taça, sendo a sétima em sequência, a equipe alvinegra precisa reverter o resultado adverso. O precedente mais recente ocorreu em 2017, quando o time foi superado pelo Santos no jogo de ida por 2 a 0 e não conseguiu reverter a desvantagem na partida seguinte, registrando nova derrota por 1 a 0.
A temporada de 2019 marcou o último precedente em que a equipe vencedora do torneio atuou como visitante no confronto de volta. Após dois empates, por 1 a 1 e 0 a 0, Corinthians e Ferroviária disputaram o título nos pênaltis. Embora o mando de campo pertencesse ao Timão, o clube do interior paulista levou a melhor ao vencer por 4 a 2 no Parque São Jorge. Desta vez, o elenco alvinegro tenta levantar a taça no reduto do adversário.
O confronto deste sábado marca a quarta oportunidade em que o clássico Majestoso define uma taça no futebol feminino desde a retomada das equipes. O histórico recente é favorável ao Corinthians, que superou o rival nas finais do Campeonato Paulista de 2019 e 2021, além da decisão do Brasileirão de 2024. No último encontro, a Neo Química Arena registrou 44.529 torcedores, estabelecendo o recorde de público da modalidade em partidas entre clubes no país.
A diretoria do São Paulo tem como objetivo superar tal marca. Até o início da tarde de sexta-feira (2), a instituição divulgou a comercialização de mais de 38 mil bilhetes para a final. Caso a marca corintiana não seja ultrapassada, a partida deverá registrar o maior público do futebol feminino brasileiro no ano, superando os 21.828 espectadores presentes no confronto de ida.
A expectativa aponta para a manutenção das formações titulares do primeiro duelo. O São Paulo conta com elenco completo à disposição. O técnico Thiago Viana deve escalar a equipe com Carlinha; Bruna Calderan, Tayla, Carol Gil e Bia Menezes; Robinha, Karla Alves e Aline Milene; Giovanna Crivelari, Serrana e Isa.
Pelo lado do Corinthians, o principal retorno é o da zagueira Thaís Regina, que cumpriu suspensão automática. Com a provável inserção da defensora entre as titulares, a técnica Emily Lima deve mandar a campo Nicole; Gi Fernandes, Duda Mineira, Thaís Ferreira, Thaís Regina e Tamires; Duda Sampaio, Vic Albuquerque e Gabi Zanotti; Belén Aquino, Jaqueline e Jhonson.














