Para vereador de São Paulo-SP pelo União Brasil, reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “obscura e absurdamente contestável”; na opinião do aliado da família Bolsonaro, como “político perseguido”, Flávio, fora do País, tem legitimidade para questionar o resultado do segundo turno
O vereador da Câmara Municipal de São Paulo-SP Adrilles Jorge (União Brasil) saiu em defesa da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos, como forma de denunciar, no exterior, perseguição política. Para o parlamentar paulistano e aliado de primeira hora da família Bolsonaro, a reeleição com 51,79% dos votos válidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “obscura e absurdamente contestável” e somente longe do País, Flávio tem como questionar o resultado do segundo turno eleitoral, sem correr o risco de ter a liberdade usurpada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio chegou na manhã dessa quarta-feira (28/10), com a família, a Miami, nos Estados Unidos. Informações preliminares dão conta de que o liberal deixou o Brasil na noite anterior (27/10), pela fronteira terrestre com a Argentina, onde embarcou num avião particular para Guayaquil, no Equador. Após escala, o político, a mulher e as duas filhas seguiram viagem para o destino final.
Para Adrilles, Flávio fez o que seu pai, Jair Bolsonaro (sem partido), deveria ter feito, ano passado, quando se tornou réu por tentativa de golpe de estado: “fugir da ditadura do judiciário brasileiro”. O ex-presidente da República, meses depois, foi julgado e condenado a mais de 27 anos de prisão – pena que, hoje, cumpre em caráter domiciliar:
“Depois de uma eleição completamente conspurcada por uma canetada do STF, para prorrogação de duas horas para votação, por uma razão completamente estapafúrdia, colocando todo o processo em trevas, sob suspeita, agora, o sistema persegue. Pouco tempo depois da divulgação do resultado do segundo turno, Alexandre de Moraes (ministro do STF), acusado historicamente de perseguição política e de corrupção, decide pela apreensão do passaporte do Flávio (Bolsonaro), abrindo um precedente que poderia culminar em sua prisão. Diante disso, não há o que fazer. Flávio tinha, mesmo, de ir embora”.
Segundo o aliado da família Bolsonaro, como um “perseguido político” e exilado nos Estados Unidos, Flávio pode dar visibilidade internacional às críticas que já fazia à atuação de integrantes do Poder Judiciário e ao processo eleitoral brasileiro, o que, na visão de Adrilles, seria impossível acontecer, caso permanecesse no Brasil.
Defensor da Direita e crítico ferrenho dos governos petistas e da mais Alta Corte, Adrilles lembra que em 106 urnas eletrônicas das regiões Norte e Nordeste Flávio não recebeu um único voto no segundo turno, o que causa estranheza.
Para o vereador do União Brasil, a saída do filho primogênito de Jair Bolsonaro do País representa uma reação àquilo que define como “regime de exceção”:
“Fugir desse Estado ilegítimo de coisas, desse Estado antidemocrático e defender a possível ressurreição da Democracia brasileira nos Estados Unidos é o dever de todo político perseguido”, reforça.
Donald Trump
Em suas redes sociais, Adrilles também repercutiu a declaração do presidente norte-americano sobre o resultado das eleições no Brasil em segundo turno para a Palácio do Planalto. Publicamente, Donald Trump (Republicano) classificou a vitória de Lula, no último dia 25, como “trapaça” e ainda sugeriu que o pleito foi “fraudado”.













