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Dólar sobe para R$ 5,51 com impacto de dados de emprego nos EUA

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© Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O dólar fechou em alta e o Ibovespa avançou nesta sexta-feira (6), em sessão pautada pela divulgação de indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pelas expectativas em torno da política econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A moeda estadunidense subiu cerca de 0,4%, para R$ 5,51, enquanto a bolsa brasileira registrou valorização de aproximadamente 1,4%, aos 168,5 mil pontos. No acumulado semanal, o dólar registrou alta de 1,20%, e o Ibovespa avançou 0,29%.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,511 (+0,44%);  
  • Dólar na semana: alta de 1,20%;
  • Ibovespa: 168.498,45 pontos (+1,39%);
  • Ibovespa na semana: alta de 0,29%;
  • Índice DXY (dólar em relação a moedas fortes): 102,320 (+0,76%).

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Câmbio 

O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 0,44%, cotado a R$ 5,511. Na semana, a divisa registrou avanço de 1,20% frente ao real.

O movimento decorreu do fortalecimento da moeda americana no exterior, na sequência da publicação do relatório de empregos dos Estados Unidos.

O documento indicou a criação de 165 mil vagas de trabalho no mês passado, patamar superior aos 65 mil postos projetados por economistas. A taxa de desemprego também apresentou retração em comparação aos 4,2% apurados em setembro.

Os dados corroboraram a avaliação de resiliência do mercado de trabalho norte-americano e direcionaram as projeções para as próximas decisões do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos.

No encerramento do pregão, o índice DXY, responsável por mensurar o desempenho da moeda estadunidense frente a uma cesta de seis divisas fortes, apresentava alta de 0,76%, aos 102,320 pontos.

No âmbito interno, os investidores monitoraram as declarações de Lula referentes à condução econômica do próximo mandato.

Durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o mandatário declarou que a gestão planeja preservar a responsabilidade fiscal e social.

As manifestações ocorreram após encontro realizado na quinta-feira (5) com autoridades e conselheiros para debater a agenda econômica.

Ibovespa avança

Em um pregão de correção, o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou em alta de 1,39%, aos 168.498,45 pontos, sustentado pelo desempenho favorável de parte das bolsas de Nova York e pela recuperação dos papéis do setor tecnológico nos Estados Unidos.

O indicador de referência da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 165.909,74 pontos e a máxima de 169.073,04 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 29,04 bilhões antes da consolidação dos ajustes finais.

Na variação semanal, o Ibovespa acumulou ganho de 0,29%. Não obstante o resultado positivo, o índice manteve-se abaixo dos patamares observados antes do desfecho do pleito presidencial, período em que operava acima dos 205 mil pontos.

Bolsas de Nova York

Os mercados acionários dos Estados Unidos encerraram o pregão desta sexta-feira sem direção padronizada. O Nasdaq e o S&P 500 registraram ganhos, ao passo que o Dow Jones fechou em baixa.

  • Dow Jones (empresas industriais): 51.285,73 pontos (-0,46%);
  • S&P 500 (500 maiores empresas): 7.376,86 pontos (+0,31%);
  • Nasdaq (empresas de tecnologia): 24.579,42 pontos (+1,09%).
  • Na quinta-feira (5), o Nasdaq sofreu queda de 5,52% sob o impacto de temores relacionados ao estouro de uma bolha no segmento de inteligência artificial. O movimento de instabilidade levou o S&P 500 a recuar 4,36%, enquanto o Dow Jones registrou baixa de 3,44% na mesma sessão.

    Apesar da recuperação diária observada em parte das ações tecnológicas, os índices fecharam a semana no campo negativo. O Dow Jones perdeu 0,94%, o S&P 500 recuou 2,68% e o Nasdaq registrou baixa de 3,37%.

    O mercado também repercutiu os dados de emprego divulgados nos Estados Unidos e as perspectivas para a política monetária do Fed. O relatório de ocupação e as diretrizes acerca dos juros norte-americanos figuraram entre os principais focos de atenção dos agentes financeiros.

    *com informações da Reuters.

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