No último sábado (16), alunos, professores e lideranças municipais reuniram-se no Campus Santa Bárbara d’Oeste da Fundação Hermínio Ometto (FHO) para realizar o primeiro plantio oficial do Projeto Carbono Zero na unidade. A ação, voltada à compensação das emissões de gases de efeito estufa gerados em eventos institucionais, marcou o início de uma série de iniciativas sustentáveis planejadas para o município e promoveu a revitalização verde do estacionamento local.
A mobilização contou com a participação de 107 alunos de diferentes cursos de graduação. Ao todo, foram plantadas 240 mudas de árvores: 50 mudas de Ipê Roxo; 48 mudas de Ipê Amarelo; 46 mudas de Ipê Branco; 44 mudas de Resedá; 44 mudas de Quaresmeira e 8 mudas de Pau-de-Rosas. O projeto paisagístico foi planejado estrategicamente para que o Campus permaneça florido durante todo o ano, alternando as cores de acordo com a época de floração de cada espécie.
O Reitor da FHO, Prof. Dr. José Antonio Mendes, destacou o caráter memorável do evento e relembrou a sólida bagagem da Instituição em Araras, cuja experiência agora se estende e cria raízes em solo barbarense. “Este é um momento histórico para o Campus de Santa Bárbara d’Oeste. É o primeiro plantio que estamos fazendo do Carbono Zero, compensando o carbono gerado em eventos, mas principalmente fazendo com que os alunos daqui sejam mobilizados nesse trabalho de sustentabilidade que a gente já tem em Araras há mais de 30 anos. Esse primeiro plantio marca a recuperação das árvores do estacionamento, onde removemos mudas antigas e doentes, e posteriormente teremos áreas do Campus determinadas para continuar o projeto. Queremos que os alunos, dentro da disciplina de Sustentabilidade, já comecem a vivenciar a importância de depositar uma planta no solo e, principalmente, exercitem o caráter solidário em relação à comunidade. É isso que esperamos plantar dentro de cada um deles”, afirmou o reitor.
A concepção visual e técnica do plantio foi detalhada pelas professoras organizadoras da ação, que ressaltaram a integração de propósitos institucionais e o cuidado estético na escolha das mudas. A Profa. Dra. Raíssa Silveira de Farias reforçou o sentimento de união entre as unidades: “Com certeza é uma forma que a gente tem de integrar os dois Campi. É uma ação extremamente importante para eles deixarem a sua marca na história, tanto da FHO quanto do planeta. Estamos muito felizes com a participação de todos. Esse primeiro plantio focou nesse tipo de mudas para que, ao florescer, os estudantes possam visualizar que aquilo que plantaram está gerando frutos e orgulho coletivo.”
Complementando o planejamento técnico, a Profa. Dra. Cintya Aparecida Christofoletti de Figueiredo detalhou como o ciclo biológico das árvores foi pensado para transformar o ambiente da faculdade: “O grande intuito é que nós tenhamos o Campus florido ao longo do ano inteiro. Como o Ipê Roxo, o Ipê Amarelo, o Ipê Branco, o Resedá e a Quaresmeira florescem em meses diferentes, os visitantes e os próprios alunos, ao chegarem aqui, sempre encontrarão alguma espécie colorida e exuberante. O campus estará sempre vivo e florido.”
O Secretário Municipal de Meio Ambiente, Cleber Luis Canteiro, parabenizou a iniciativa: “Eu acho uma iniciativa muito legal para a FHO. Ações de plantio de árvores conseguem passar para quem está plantando uma verdadeira sensação de pertencimento. O estudante passa a se sentir dono e parte não só da árvore, mas de todo o ambiente no seu entorno. Toda ação nessa linha é muito bem-vinda para o desenvolvimento sustentável da nossa cidade.”
O Legado que os alunos deixam no Campus
Marcela Cobra, graduanda de Engenharia Química, enfatizou o papel da Instituição na formação cidadã: “A FHO nos ajuda a ter uma formação que vai além do lado profissional; ela nos forma como seres humanos. Contribuir com o meio ambiente faz parte disso. É um gesto simples se pensarmos em tudo o que o planeta precisa, mas é muito válido e serve como um grande incentivo para as próximas turmas e para os próximos anos, quando for a vez deles continuarem esse legado.”
Gabriel Estefaneli, aluno de Engenharia da Computação, compartilhou sua alegria como estreante em ações ambientais: “Ajudar o meio ambiente é fundamental. Eu nunca tinha participado de uma ação dessas, está sendo a minha primeira vez e me sinto muito feliz. Daqui a uns seis anos eu quero voltar aqui com a minha mãe para ver como a árvore que eu plantei cresceu, se ela está bonita e desenvolvida.”
Para Douglas Cunha, estudante de Engenharia Elétrica, o momento representa uma retribuição necessária: “Estou muito contente em participar desta ação. Daqui a alguns anos, nós veremos que a árvore que plantamos cresceu e floresceu. É uma forma extremamente positiva de retribuirmos ao meio ambiente tudo o que usufruímos, especialmente diante de tanta devastação que estamos vendo por aí. Isso aqui é o mínimo que podemos fazer.”
Fonte: SB24Horas












