quarta-feira , 30 setembro 2026
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Por que o romantismo na gastronomia virou um risco financeiro em 2026

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Foto: Divulgação

A Chef Executiva Hérika Skaff revela como o “Hedge de Território” e a Engenharia Humana estão salvando o EBITDA dos grandes players do setor

O cenário da alta gastronomia brasileira atravessa uma metamorfose definitiva. O luxo ostensivo e descontextualizado cedeu espaço para a autenticidade estratégica. Neste tabuleiro de alta complexidade, Hérika Skaff emerge não apenas como uma consultora, mas como a arquiteta de um novo modelo de negócio que une o rigor “Michelin” à valorização das raízes brasileiras. Para Skaff, a gestão de um restaurante de elite hoje é uma tríade indissociável: Território, Pessoas e Rentabilidade.

Defensora ferrenha da regionalização em suas recentes entrevistas na TV, Hérika tem pautado o debate sobre como a valorização do insumo local deixou de ser uma escolha poética para se tornar uma estratégia de blindagem de lucro. Em um mercado globalizado e volátil, a dependência de cadeias de suprimentos internacionais é um risco operacional que muitos não podem mais correr. “Hoje, o mercado da gastronomia não perdoa mais o romântico que não entende de números. O talento do Chef coloca o cliente para dentro pela primeira vez, mas é a gestão implacável que garante que o restaurante esteja aberto no dia seguinte. Ou você se especializa na operação, ou o sistema te descarta.” destou Hérika.

Ao defender a regionalização, Hérika não fala apenas de sabor, mas de logística inteligente e impacto ESG (Environmental, Social, and Governance). “O território é o nosso maior diferencial competitivo. Quando o gestor compreende que o produtor local é o seu maior aliado, ele reduz a pegada de carbono, garante frescor inigualável e, acima de tudo, cria uma narrativa de exclusividade que o cliente de alta gama está disposto a pagar”, afirma a especialista. Essa visão tem sido o cerne de sua autoridade, posicionando-a como uma líder que entende a gastronomia como uma ferramenta de desenvolvimento econômico nacional.

Se a regionalização protege o prato, a Engenharia Humana protege o caixa. Hérika Skaff consolidou sua expertise ao tratar o capital humano com a mesma precisão que um Chef trata uma técnica de cocção. Em 2026, o turnover (rotatividade de pessoal) é o ralo invisível por onde escorre a lucratividade dos grandes restaurantes.

Skaff implementa em suas consultorias uma cultura de alta performance que prioriza a saúde operacional e mental das equipes. Para ela, o ‘balé da cozinha’ só atinge a perfeição quando o colaborador está engajado em um ambiente de processos claros. Essa abordagem humanizada, mas extremamente técnica, consolida o referencial de excelência e o prestígio de sua metodologia, gerando uma confiabilidade que atrai investidores ávidos por operações sólidas e resilientes. Para ela: “O verdadeiro ‘balé’ não acontece apenas na finalização do prato, mas na engenharia dos processos. Quando o colaborador entende que ele faz parte de um ecossistema lucrativo e organizado, a entrega deixa de ser esforço e passa a ser excelência. Gestão de pessoas na alta gastronomia é, antes de tudo, gestão de expectativas e precisão técnica.” 

A trajetória de Hérika, pontuada por passagens em grandes players do mercado e agora validada por sua voz ativa na mídia nacional, reflete a maturidade da gestão gastronômica no Brasil. Ela prova que a alta gastronomia não se sustenta mais apenas com talento criativo; ela exige uma visão sistêmica.

Ao unir a defesa apaixonada pela regionalização, transformando o Brasil em sua própria dispensa de luxo,  com um rigor operacional impecável, Hérika Skaff redefine o que significa ser uma gestora de sucesso em 2026. Ela não entrega apenas planilhas; ela entrega a sobrevivência ética e financeira de um setor que é orgulho nacional. O futuro da mesa brasileira, sob sua ótica, é local no ingrediente, humano na entrega e global na excelência.

Escrito por
Dennis Moraes

Jornalista, Hoster do Iron Podcast e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação

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