Lar Variedades Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
Variedades

Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

1787025395 0d9a7586
© Lula Marques/ Agência Brasil.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica. 

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.

fonte: Agência Brasil

Artigos relacionados

Brasil amplia Margem Equatorial com base em decisão da ONU; entenda

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou que...

Movimentação das bets cai R$ 652 milhões por dia após proibição

As medidas adotadas pelo governo federal para encerrar as apostas de quota...

Embraer tem alta de 6% nas entregas no terceiro trimestre

A Embraer divulgou nesta sexta-feira (2) o desempenho de entrega de aeronaves no terceiro...

Nova descoberta aumenta expectativa da Petrobras na Foz do Amazonas

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta sexta-feira (2) que a...