Nesta sexta-feira (23), o dólar encerrou cotado abaixo de R$ 5 e a bolsa brasileira registrou alta no último dia útil antecedente ao segundo turno das eleições presidenciais. Impulsionado pela escalada de tensões no Oriente Médio, o petróleo avançou mais de 3% e atingiu o patamar mais elevado desde o mês de abril.
No âmbito doméstico, investidores ajustaram posições antes da votação de domingo (25), ao passo que o mercado externo refletiu a influência de fatores geopolíticos no Oriente Médio sobre as cotações das commodities.
Números do dia:
- Dólar à vista: R$ 4,993 (-0,92%);
- Dólar na semana: queda de 1,58%;
- Ibovespa: 205.082,56 pontos (+0,47%);
- Ibovespa na semana: queda de 0,17%;
- Petróleo tipo Brent: US$ 116,72 (+3,13%);
- Petróleo tipo WTI: US$ 103,27 (+3,82%).
Câmbio
A taxa de câmbio comercial registrou retração de 0,92% no encerramento da sessão, estabelecendo-se em R$ 4,993. Durante os instantes finais de negociação, a divisa atingiu o piso de R$ 4,989. A cotação está no menor nível desde 9 de outubro, quando terminou em R$ 4,985.
Na variação semanal, a moeda acumulou desvalorização de 1,58% frente ao real, após ter apresentado avanço de 1,77% no período anterior.
O movimento concretizou-se na última sessão antes do segundo turno do pleito presidencial. Investidores ajustaram posições diante das expectativas para o resultado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O ativo brasileiro obteve o desempenho mais expressivo entre as principais moedas do cenário internacional, contrariando a tendência de apreciação do dólar no exterior. Próximo das 17h, o índice DXY — responsável por mensurar a força da divisa norte-americana frente a uma cesta de moedas fortes — apresentava acréscimo de 0,19%, atingindo 101,799 pontos.
Ibovespa
Como principal indicador da B3, o Ibovespa concluiu as negociações com acréscimo de 0,47%, situando-se em 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 30,7 bilhões.
Apesar da alta desta sexta-feira, o índice acumulou retração de 0,17% ao longo da semana, período pautado pela prudência do mercado em razão do pleito presidencial. No cômputo de outubro, a bolsa contabiliza ganho de 10,06%. No acumulado de 2026, a expansão atinge 27,28%.
A sessão também foi marcada pela alta de ações de petroleiras e mineradoras, acompanhando a valorização do petróleo e do minério de ferro.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira com expressiva valorização, impulsionados pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Considerado a principal referência para o mercado internacional, o barril do tipo Brent alcançou a cotação máxima desde abril, em decorrência dos receios de novos episódios bélicos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de potenciais interrupções na cadeia global de suprimentos.
O petróleo Brent para dezembro subiu 3,13%, encerrando a US$ 116,72 por barril. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,82% e fechou a US$ 103,27.
Na variação semanal, os contratos com vencimento em dezembro para o Brent e o WTI registraram altas de 6,24% e 4,29%, respectivamente.
A alta foi sustentada pelo risco de agravamento dos conflitos na região. O governo iraniano emitiu advertência sobre uma possível retaliação a eventuais agressões perpetradas por Estados Unidos e Israel, visando bases militares, embarcações de guerra e demais alvos situados em nações vizinhas do Golfo Pérsico. Simultaneamente, confrontos envolvendo rebeldes houthis e a Arábia Saudita intensificaram as apreensões quanto à estabilidade regional.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia aprovou diretrizes envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo com o intuito de mitigar o impacto de perdas de estoques e de eventuais desabastecimentos no mercado energético.
* Com informações da Reuters














