quarta-feira , 21 outubro 2026
Lar Esportes Copa Sul-Americana: Boca Juniors revive fama de carrasco de times brasileiros
Esportes

Copa Sul-Americana: Boca Juniors revive fama de carrasco de times brasileiros

vasco

Apesar do histórico recente favorável aos clubes brasileiros nos confrontos diretos contra o Boca Juniors, a supremacia histórica da tradicional equipe argentina em torneios eliminatórios permanece intacta. O Vasco da Gama tornou-se a mais recente vítima dessa estatística, ao ver encerradas suas aspirações de alcançar a decisão da Copa Sul-Americana.

O confronto finalizado na noite dessa terça-feira (20), com vitória do Boca por 3 a 1 em um Maracanã lotado, foi a 19ª classificação dos hermanos em 27 duelos eliminatórios – finais inclusas – contra rivais do Brasil. O aproveitamento é impressionante: 70,4%.

Nos últimos anos, as equipes nacionais conseguiram estreitar essa margem desfavorável diante dos argentinos. Desde 2021, Santos, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro e Fluminense — este último em decisão de Libertadores — obtiveram êxito em séries eliminatórias contra o clube de Buenos Aires. Além disso, os argentinos acumulavam um jejum de triunfos em solo brasileiro desde 2010, quando superaram o Internacional por 1 a 0, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

Nesta Sul-Americana, porém, o Cruzmaltino já é a segunda vítima brasileira do Boca. Na fase quartas de final, a equipe argentina eliminou o São Paulo. Após vencer o jogo de ida na Bombonera, em Buenos Aires, por 1 a 0, o clube argentino empatou por 1 a 1 no Morumbis, na capital paulista, garantindo a vaga.

O adversário na decisão pode ser mais um brasileiro. Nesta quarta-feira (21), às 19h (horário de Brasília), o Atlético-MG enfrenta o Montevideo City Torque no Centenário, principal estádio da capital uruguaia. Na semana passada, o Galo venceu por 3 a 0 na Arena MRV, em Belo Horizonte, conquistando uma importante vantagem. Os mineiros podem até perder por dois gols de diferença que, ainda assim, vão à final.

As circunstâncias da eliminação conferem contornos ainda mais dramáticos ao revés do Vasco. O clube carioca havia triunfado na partida de ida, na Bombonera, por 1 a 0, na semana anterior, registrando apenas a oitava vitória de uma equipe brasileira na casa do adversário em compromissos oficiais.

O problema é que algumas das vitórias mais marcantes do Boca em mata-matas ocorreram justamente no Brasil. Em 2003, pelas oitavas de final da Libertadores, a equipe recuperou-se de um revés por 1 a 0 para o Paysandu na Argentina com uma goleada por 4 a 2 no estádio Mangueirão, em Belém. No mesmo ano, conquistou o título da competição no Morumbi ao bater o Santos por 3 a 1 na finalíssima.

Quatro anos mais tarde, o clube argentino impôs-se sobre o Grêmio ao vencer por 2 a 0 no estádio Olímpico, em Porto Alegre, assegurando mais um troféu do principal torneio sul-americano. O resultado da última terça-feira reforça a reputação do Boca Juniors como adversário de forte impacto psicológico frente ao futebol brasileiro, independentemente do momento técnico.

Drama no Maracanã

A realização da partida no Maracanã foi alvo de longa disputa judicial entre Vasco e o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela administração do estádio. O impasse estendeu-se por três semanas, marcada por reviravoltas e pela ameaça da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) de transferir o mando do confronto para o Paraguai.

Contudo, a vantagem conquistada nos bastidores pelo clube carioca sofreu um revés precoce, aos quatro minutos do primeiro tempo. O lateral-esquerdo Lautaro Blanco cobrou escanteio e o zagueiro Lautaro Di Lollo, de cabeça, inaugurou o marcador para os visitantes, anulando o saldo positivo que o Vasco havia trazido da Argentina.

A situação agravou-se aos 33 minutos da etapa inicial. O zagueiro Alan Saldívia efetuou corte deficiente no círculo central e Sebastian Villa acionou, de primeira, o atacante Miguel Merentiel nas costas da linha defensiva cruzmaltina. O camisa 16 concluiu na saída do goleiro Léo Jardim, ampliando a vantagem argentina e revertendo o placar agregado.

No segundo tempo, o Boca desperdiçou oportunidades em transições rápidas, enquanto as alterações promovidas pelo técnico Pedro Emanuel surtiram efeito no panorama do Vasco. As entradas dos atacantes Marino Hinestroza e Brenner nos lugares de David e Adson, somadas à inclusão do lateral Puma Rodríguez na vaga de Paulo Henrique, conferiram maior ofensividade à equipe da casa.

O empate no jogo veio aos 20 minutos. Após desarme do zagueiro Robert Renan, a bola chegou ao lateral Cuiabano, que cruzou da esquerda. Vindo do lado oposto, Puma apareceu na área para finalizar com força, no canto do goleiro Álvaro Montero.

O momento era favorável ao Gigante da Colina, impulsionado por cerca de 66 mil torcedores presentes no Maracanã. Contudo, um chute de longa distância desferido pelo volante Leandro Paredes, com potência e efeito no centro da meta, surpreendeu o goleiro Léo Jardim, cuja falha acabou por selar a eliminação da equipe mandante.

Artigos relacionados

Internacional e Bragantino garantem vaga nas semifinais da Copa do Brasil Feminina

Na noite desta terça-feira (20), a Copa do Brasil Feminina definiu os...

TJRJ: Órgão Especial confirma realização de Vasco x Boca Juniors no Maracanã

Em sessão realizada nesta segunda-feira, (19), o Órgão Especial do Tribunal de...

Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira avançam às finais do Mundial de Ginástica

Nesta segunda-feira (19), o Brasil assegurou cinco classificações para finais femininas no...

Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro

Morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos, Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico...